Senhor, meus sonhos me pertencem até o momento em que abro mão deles, os abandono!... Nem sempre procedo assim porque quero, porque descobri novos objetivos em minha vida, muitas vezes, desisto no meio do caminho por insegurança, medo, por temor de me expor, de assumir o êxito do empreendimento. Há em mim, infantilmente, uma covardia que não sei como extirpar, um comodismo que me faz dar de ombros os meus projetos mais caros, qual fossem eles, de repente, destituídos de valor maior para mim...
Depois, Senhor, são lágrimas, arrependimento, uma certa inveja de quem apostou e venceu, uma raiva de mim mesmo, uma mágoa pela minha fraqueza que eu sei a causa do naufrágio de todos os meus sonhos e ideais!...
Por isso venho até a Tua sublime presença implorar auxílio ao meu espírito frágil, venho à Ti pedir que faça mais arrojado e perseverante, mais forte e determinado.
Sei que são virtudes que não poderei adquirir repentinamente; sei que elas virão através das situações que criarás para mim, visando meu fortalecimento e segurança, e que nem sempre serão situações de fácil assimilação.
Por isso, Senhor, antes que eu me ponha a lamentar as lições que Tu me enviarás, por certo, para que eu adquira o bem da perseverança, ajuda-me também a corrigir em mim o hábito da reclamação.
Que eu Te reconheça nas provas que virão para me auxiliar e as praticando, me torne perseverante como o desejo e assim, com destemor e fé, eu realize a minha felicidade, como ela deve ser!...
Assim seja!
By: institutoandreluiz.org

Dizes que sofres angústias
Até mesmo quando em casa,
Que a tua dor extravasa
Nas cinzas da depressão.
Que não suportas a vida,
Nem te desgarras do tédio,
O fantasma, em cujo assédio
Afirma que tudo é vão.
Perto da rua em que moras
Há uma viúva esquecida,
Guarda o avô quase sem vida
E três filhinhos no lar;
Doente, serve em hotel,
Trabalha na rouparia.
Busca o pão de cada dia,
Sem tempo para chorar.
Não longe triste mulher,
Num cubículo apertado,
Chora o esposo assassinado
Que era guarda de armazém...
Tem dois filhinhos de colo.
Por enquanto, ainda não sabe
O que deve fazer da existência.
Espera pela assistência
Dos que trabalham no bem.
Um paralítico cego,
Numa esteira de barbante,
Implora mais adiante
Quem lhe dê água a beber...
Ninguém atende...
Ele grita,
Na penúria que o consome,
Tem sede e febre, tem fome,
Sobretudo quer morrer.
Depressão?
Alma querida,
Se tens apenas tristeza,
Se te sentes indefesa,
Contra a mágoa e dissabor,
Sai de ti mesma e auxilia
Aos que mais sofrem na estrada.
A depressão é curada
Pelo trabalho do amor.
Autor Espiritual : Maria Dolores
Psicografada por: Chico Xavier