domingo, 13 de maio de 2012

Feliz Dia das Mães



SER MÃE

        A missão de ser mãe quase sempre começa com alguns meses de muito enjôo, seguido por anseios incontroláveis por comidas estranhas, aumento de peso, dores na coluna, o aprimoramento da arte de arrumar travesseiros preenchendo espaços entre o volume da barriga e o resto da cama.

        Ser mãe é não esquecer a emoção do primeiro movimento do bebezinho dentro da barriga.

        O instante maravilhoso em que ele se materializou ante os seus olhos, a boquinha sugando o leite, com vontade, e o primeiro sorriso de reconhecimento.

        Ser mãe é ficar noites sem dormir, é sofrer com as cólicas do bebê e se angustiar com os choros inexplicáveis: será dor de ouvido, fralda molhada, fome, desejo de colo?

        É a inquietação com os resfriados, pânico com a ameaça de pneumonia, coração partido com a tristeza causada pela morte do bichinho de estimação do pequerrucho.

        Ser mãe é ajudar o filho a largar a chupeta e a mamadeira. É levá-lo para a escola e segurar suas mãos na hora da vacina.

        Ser mãe é se deslumbrar em ver o filho se revelando em suas características únicas, é observar suas descobertas.

        Sentir sua mãozinha procurando a proteção da sua, o corpinho se aconchegando debaixo dos cobertores.

        É assistir aos avanços, sorrir com as vitórias e ampará-lo nas pequenas derrotas. É ouvir as confidências.

        Ser mãe é ler sobre uma tragédia no jornal e se perguntar: E se tivesse sido meu filho?

        E ante fotos de crianças famintas, se perguntar se pode haver dor maior do que ver um filho morrer de fome.

        Ser mãe é descobrir que se pode amar ainda mais um homem ao vê-lo passar talco, cuidadosamente, no bebê ou ao observá-lo sentado no chão, brincando com o filho.

        É se apaixonar de novo pelo marido, mas por razões que antes de ser mãe consideraria muito pouco românticas.

        É sentir-se invadir de felicidade ante o milagre que é uma criança dando seus primeiros passos, conseguindo expressar toscamente em palavras seus sentimentos, juntando as letras numa frase.

        Ser mãe é se inundar de alegria ao ouvir uma gargalhadinha gostosa, ao ver o filho acertando a bola no gol ou mergulhando corajosamente do trampolim mais alto.

        Ser mãe é descobrir que, por mais sofisticada que se possa ser, por mais elegante, um grito aflito de mamãe a faz derrubar o suflê ou o cristal mais fino, sem a menor hesitação.

        Ser mãe é descobrir que sua vida tem menos valor depois que chega o bebê.

        Que se deseja sacrificar a vida para poupar a do filho, mas ao mesmo tempo deseja viver mais – não para realizar os seus sonhos, mas para ver a criança realizar os dela.

        É ouvir o filho falar da primeira namorada, da primeira decepção e quase morrer de apreensão na primeira vez que ele se aventurar ao volante de um carro.

        É ficar acordada de noite, imaginando mil coisas, até ouvir o barulho da chave na fechadura da porta e os passos do jovem, ecoando portas adentro do lar.

        Finalmente, é se inundar de gratidão por tudo que se recebe e se aprende com o filho, pelo crescimento que ele proporciona, pela alegria profunda que ele dá.

        Ser mãe é aguardar o momento de ser avó, para renovar as etapas da emoção, numa dimensão diferente de doçura e entendimento.

        É estreitar nos braços o filho do filho e descobrir no rostinho minúsculo, os traços maravilhosos do bem mais precioso que lhe foi confiado ao coração: um Espírito imortal vestido nas carnes de seu filho.
*   *   *
        A maternidade é uma dádiva. Ajudar um pequenino a desenvolver-se e a descobrir-se, tornando-se um adulto digno, é responsabilidade que Deus confere ao coração da mulher que se transforma em mãe.

        E toda mulher que se permite ser mãe, da sua ou da carne alheia, descobre que o filho que depende do seu amor e da segurança que ela transmite, é o melhor presente que Deus lhe deu.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. Dia das mães, de autoria de Sharon Nicola Cramer e no cap. Isso vai mudar totalmente a sua vida, de autoria de Dale Hanson, ambos extraídos da obra Histórias para aquecer o coração, v. 2, de Jack Canfield e Mark Victor Hansen, ed. Sextante


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Obrigada por tudo mamãe!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Para superar a dor

Os melhores resultados são atingidos quando a depressão é tratada como uma doença multifatorial. "Ela não está ligada apenas a um desequilíbrio na química cerebral corrigido com medicamentos", diz Renério Fráguas, do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP. "Às vezes, decorre de fatores psicológicos e o paciente necessita de psicoterapia para se recuperar." Um tratamento não funciona do mesmo modo para todos. A abordagem, segundo o professor de psicologia médica da Unifesp, Mario De Marco, deve ser individualizada. Embora os recursos estejam em expansão, calcula-se que menos de um terço dos deprimidos receba cuidados. Profissionais que participaram do encontro da Academia Americana de Psiquiatria, em 2005, afirmaram que a maior barreira é o preconceito: pacientes e familiares consideram a depressão um sinal de fraqueza. Com isso, a pessoa só vai ao médico quando o quadro está avançado. Confirmado o diagnóstico, as opções de tratamento são:

Remédios
Várias drogas normalizam as concentrações dos mensageiros químicos cerebrais, favorecendo a atividade das células nervosas. Algumas, como a fluoxetina e a sertralina, atuam sobre a serotonina (que estabiliza humor, sono e apetite). Já a venlafaxina e a duloxetina têm dupla ação: interferem na serotonina e na noradrenalina, que é responsável pela disposição. Em média, demoram duas semanas para agir, mas os efeitos colaterais podem aparecer de imediato: boca seca, náuseas e queda do desejo sexual. Metade dos usuários responde bem à prescrição. O restante necessita de ajustes na dose ou de troca de remédio. O tratamento dura até dois anos e não deve ser interrompido, pois há risco de recaída.

Psicoterapia
Duas linhas de terapia breve ajudam a controlar a crise. A terapia comportamental cognitiva (TCC), desenvolvida nos anos 70 pelo psiquiatra americano Aaron Beck, parte do princípio de que os padrões de pensamento determinam as ações, por isso estimula o paciente a reconhecer e a modificar visões distorcidas da realidade, adotando novas formas de agir. Um estudo do Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos sobre a TCC revelou que o risco de suicídio em pacientes que já haviam tentado se matar antes caiu pela metade. Ela parece obter sucesso até por telefone, com deprimidos que não saem de casa. Já a terapia interpessoal aprimora a capacidade de se relacionar e de resolver conflitos. Sua eficácia equivale à da terapia cognitiva, de acordo com a tese de doutorado do psiquiatra Marcelo Feijó de Mello, apresentada na Unifesp.

Eletroconvulsoterapia (ECT)
Os polêmicos eletrochoques do passado foram modernizados e voltaram a ser adotados em situações graves, quando o paciente corre risco de suicídio e não responde a antidepressivos prescritos por um ano. Anestesiado, com os sinais vitais monitorados, ele recebe uma descarga elétrica de dois segundos, que provoca uma convulsão, aumentando a concentração de neurotransmissores ligados ao bem-estar. A psiquiatra Márcia de Macedo Soares, do Instituto de Psiquiatria da USP, garante que o procedimento é seguro, eficaz e tem sido indicado até para gestantes e idosos.

Estimulação vagal
Reservada aos casos graves. Um aparelho elétrico semelhante a um marca- passo estimula o nervo vago (integrante do sistema nervoso autônomo), reequilibrando a atividade cerebral. O pequeno gerador é implantado cirurgicamente no peito do paciente e dele sai um fio, adaptado sob a pele do pescoço. Foi desenvolvido com base em estudos da acadêmica americana Helen Mayberg, que observou diferenças entre os níveis de atividade do cérebro dos deprimidos. Foi aprovado pelo FDA, órgão que controla medicamentos nos Estados Unidos. Custa até 20 mil dólares e não está disponível no Brasil.


Estimulação Magnética Transcraniana (EMT)
Utiliza ondas eletromagnéticas para provocar alterações na atividade das células nervosas. Um estudo liderado pela médica Raffaella Zanardi, de Milão, divulgado em janeiro, mostrou que o tratamento pode acelerar a ação dos antidepressivos. Hospitais universitários de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília já aplicam o método.

Atividade física
Ela ajuda na resposta ao medicamento, ampliando a concentração de serotonina. Especialistas da Universidade do Texas investigam se os exercícios mais eficazes são de média ou alta intensidade. Professores da Faculdade de Educação Física e Esporte da USP criaram um programa para pacientes tratados com antidepressivos que inclui caminhada, exercícios localizados, alongamento e bicicleta. Na Universidade de Duke, nos Estados Unidos, um grupo com depressão leve e moderada foi submetido a 30 minutos na esteira, três vezes por semana. O resultado foi melhor do que o observado entre os que só tomavam remédio.

Acupuntura
As milenares agulhas chinesas têm sido testadas em gestantes, já que o uso do antidepressivo na gravidez é controverso. A médica Rachel Manber, da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, aposta na eficácia do método. A explicação: é possível que as agulhas modulem a produção de neurotransmissores. O diretor da Liga de Acupuntura da Faculdade de Medicina da USP, Daniel Pimentel, acredita que a técnica pode até substituir o remédio em idosos debilitados.

Meditação
"As pesquisas sobre o tema trazem conclusões promissoras", afirma a bióloga Elisa H. Kozasa, da Unidade de Medicina Comportamental do Departamento de Psicobiologia da Unifesp. Numa delas, a meditação associada à terapia cognitiva promoveu um alívio de sintomas equivalente ao dos fármacos, com a vantagem de apresentar índices bem menores de recaída. Num trabalho feito pela bióloga, 33 pessoas ansiosas, de 18 a 65 anos, tiveram uma redução da depressão e relataram bem-estar geral após meditarem diariamente por 20 minutos, realizando exercícios respiratórios na seqüência.

Fitoterapia
O hipérico (erva-de-são-joão) traz benefícios nas depressões leves. "Mas é importante ressaltar que se trata de um remédio como qualquer outro, com risco de interação medicamentosa", diz Renério Fráguas. Suspeita-se que reduza a eficácia da pílula anticoncepcional e, por isso, requer acompanhamento médico.

Alimentação
“O regime alimentar, nesse caso, precisa servir como estímulo para a pessoa voltar à vida criativa”, diz Rosenbaum. O homeopata destaca a importância de investigar a origem do problema, como anemias. Para evitar a falta de vitaminas e minerais, que acelera o processo depressivo, recomenda o consumo de frutas. A boa notícia para algumas pessoas é que chocolate amargo tem o mesmo papel. Ele contém anandamida, substância que diminui a sensação de tristeza e reduz os níveis de hormônio do stress.

Florais de Bach
Os florais, assim como outras formas de medicina natural, atuam através do tratamento do indivíduo e não da doença, harmonizando sua condição emocional, para que, através da transformação das atitudes em estados mais positivos, possa ser estimulado seu potencial de auto-cura.
Desta forma, como consequência de uma mudança interna, pode ser restaurada a saúde física, já que o equilíbrio interior passa a auxiliar no combate à doença. 

Homeopatia
O tratamento homeopático é baseado na procura da causa de cada depressão específica. Se a causa para o início da depressão não é detectada, o tratamento homeopático é baseado em sintomas pessoais. Todo mundo é um indivíduo único, bem como todos os sintomas são únicos.

Aromaterapia
A aromaterapia  é também uma alternativa útil para ajudar a produzir mais sentimentos positivos. O sentido do olfato é o único sentido que vai diretamente para o sistema límbico, o centro da memória e das emoções. Para apoiar a cura emocional, o toque em forma de massagem pode melhorar muito a recuperação.


Lembre-se: Seja qual for sua opção no tratamento da depressão, lembre-se que a força de vontade interior pode ser o maior dos aliados na cura da depressão. Acreditar que a cura da depressão é possível pode ser um grande começo.




terça-feira, 1 de maio de 2012

Depressão


Como eu já expliquei no começo deste blog, eu convivo há anos com a depressão, e estou num estágio bem melhor, graças a Deus!
Pois bem, por isso gostaria de colocar aqui no blog mais informações sobre a depressão, sendo assim, busquei várias informações de variados sites, e quem sabe com isso poderei ajudar algumas pessoas a lidar com essa doença, pois se manter informado é muito útil, acho muito importante o paciente saber mais afundo sobre o que está se passando com ele.
Então, espero sinceramente que as informações ajudem realmente alguém.


No mundo, 121 milhões de pessoas estão deprimidas. No Brasil, 18% da população têm a doença, na proporção de duas mulheres para cada homem (com o fim das oscilações hormonais, na menopausa, a incidência entre nós diminui, igualando-se à masculina). Segundo dados do Ministério da Saúde, as mulheres são responsáveis pelo consumo de 70% dos antidepressivos. Mas isso não quer dizer que estejam tratando corretamente o problema. Em muitos casos, os remédios são utilizados de forma indiscriminada e em doses inadequadas. Além do mais, sabe-se hoje que algumas drogas podem ser substituídas ou ter sua ação complementada por psicoterapia, exercícios, meditação e acupuntura ou por novidades que incluem até a adoção de modernos eletros choques. Um diagnóstico bem-feito é o ponto de partida para definir com que armas o paciente combaterá o mal, que, em 2020, conforme o ranking de doenças incapacitantes da Organização Mundial da Saúde ultrapassará o diabetes, a hipertensão e a dor nas costas, perdendo apenas para os distúrbios cardíacos. Mas o que é, de fato, depressão? Muitos confundem: uma coisa é ficar triste com a morte de uma pessoa querida, com a separação de um grande amor ou com uma demissão. Isso passa. Bem diferente é enfrentar um luto sem fim que permeia várias áreas da vida e rouba o interesse por tudo o que é prazeroso. Nem todos os casos terminam em prostração na cama. As formas leves não impedem a pessoa de trabalhar. Porém, ela vive esgotada, sem humor e acaba tendo a saúde abalada. O risco de menopausa precoce cresce 20% e aumenta o perigo de ataque cardíaco. Os deprimidos ainda estão sujeitos à degeneração das células nervosas e à perda da memória.

Não Confunda Depressão com Tristeza

Estamos tão pressionadas a buscar a felicidade que, quando alguma coisa acontece fora do planejado, esquecemos de cogitar a possibilidade de ficar triste, simplesmente. Quem acabou de ser abandonada pelo namorado pode ter, durante um tempo, sintomas muito parecidos com os da depressão: dorme mal, perde a fome e a vontade de sair de casa – o que é absolutamente normal. Mas com poucos dias começa a mesclar sinais com a rotina habitual, vai ao trabalho, encontra as amigas. Continua o baixo-astral, mas a vida segue. Na depressão, os sintomas estão presentes na maior parte do dia, por pelo menos duas semanas consecutivas.

Ficar triste de vez em quando é necessário. Por mais que a gente goste da felicidade, estranho seria levar uma bronca do chefe, brigar com a melhor amiga e continuar feliz, como se nada tivesse acontecido. Todas as emoções têm uma função. A tristeza é importante para ajudá-la a refletir sobre um problema e a encontrar um caminho para dar a volta por cima. Por mais chato que seja encarar o período nebuloso, depois dele tudo se renova.



Ter depressão não é necessariamente o desfecho de uma fase complicada. Porém perdas importantes podem, sim, desencadear o processo. O quadro não tem uma unica causa, mas está relacionado com predisposição genética e histórico de vida. Em alguns casos, é comum a paciente ter passado por uma perda importante, de trabalho, de amor ou de dinheiro, mais ou menos um ano antes de os sintomas aparecerem. Mesmo assim, não é necessário ter uma situação limite para a doença surgir. Sabe-se que nesse estado há a carência de neurotransmissores como serotonina e dopamina, responsaveis pela sensação de bem-estar. Mas o que acontece exatamente dentro do cérebro da mulher deprimida ainda é objeto de estudo.

O diagnóstico preciso de depressão só pode ser feito por um médico, um psiquiatra ou um psicoterapeuta. O primeiro passo é descartar doenças fisicas, como anemia e hipotiroidismo, que têm sintomas semelhantes.

De onde vem tanta tristeza?
A depressão não decorre apenas da queda nas taxas de serotonina. "O problema é mais complexo e se origina nas células nervosas, que perdem a capacidade de sintetizar as proteínas necessárias à comunicação entre elas", diz o psiquiatra Renério Fráguas. Por que isso acontece? Provavelmente por causa da predisposição genética: algumas pessoas nascem com a tendência. Filhos de depressivos têm três vezes mais probabilidade de apresentar o quadro. Alguns fatores servem de gatilho: stress físico e psicológico, oscilações hormonais (por isso a depressão é comum no pós-parto), doenças (em especial as da tireóide), remédios de uso contínuo (certas pílulas para emagrecer e tranqüilizantes do tipo benzodiazepínicos), além das drogas (álcool, cocaína e anfetaminas). Portanto, o médico tem que investigar as hipóteses. "No caso do stress, não é o fato em si, como um divórcio, que faz a diferença, mas o significado que se atribui a ele", diz o professor Mario De Marco. Uma das maneiras de prevenir o estado depressivo ou abortá-lo é localizar as fontes de stress e administrá-las melhor. Se for impossível, é preciso tentar alterar a maneira como se reage fisiológica e emocionalmente ao fato. Vale investir em algo que descarregue as tensões e traga prazer.
Socorro rápido
Procure o médico se, além do mau humor, quatro dos sintomas abaixo persistirem por mais de duas semanas:
- Alteração dos hábitos de sono
- Pessimismo e sensação de ruína ou culpa
- Tristeza profunda
- Dificuldades de raciocínio e concentração
- Mudanças no apetite (aumento ou falta)
- Pensamentos freqüentes de morte e de suicídio
- Isolamento
- Dores musculares crônicas e incapacitantes
- Fadiga constante
- Desinteresse por atividades antes prazerosas
- Irritabilidade
- Perda de desejo sexual