Como eu já expliquei no começo deste blog, eu convivo há anos com a depressão, e estou num estágio bem melhor, graças a Deus!
Pois bem, por isso gostaria de colocar aqui no blog mais informações sobre a depressão, sendo assim, busquei várias informações de variados sites, e quem sabe com isso poderei ajudar algumas pessoas a lidar com essa doença, pois se manter informado é muito útil, acho muito importante o paciente saber mais afundo sobre o que está se passando com ele.
Então, espero sinceramente que as informações ajudem realmente alguém.
No mundo, 121 milhões de pessoas estão deprimidas. No Brasil, 18% da população têm a doença, na proporção de duas mulheres para cada homem (com o fim das oscilações hormonais, na menopausa, a incidência entre nós diminui, igualando-se à masculina). Segundo dados do Ministério da Saúde, as mulheres são responsáveis pelo consumo de 70% dos antidepressivos. Mas isso não quer dizer que estejam tratando corretamente o problema. Em muitos casos, os remédios são utilizados de forma indiscriminada e em doses inadequadas. Além do mais, sabe-se hoje que algumas drogas podem ser substituídas ou ter sua ação complementada por psicoterapia, exercícios, meditação e acupuntura ou por novidades que incluem até a adoção de modernos eletros choques. Um diagnóstico bem-feito é o ponto de partida para definir com que armas o paciente combaterá o mal, que, em 2020, conforme o ranking de doenças incapacitantes da Organização Mundial da Saúde ultrapassará o diabetes, a hipertensão e a dor nas costas, perdendo apenas para os distúrbios cardíacos. Mas o que é, de fato, depressão? Muitos confundem: uma coisa é ficar triste com a morte de uma pessoa querida, com a separação de um grande amor ou com uma demissão. Isso passa. Bem diferente é enfrentar um luto sem fim que permeia várias áreas da vida e rouba o interesse por tudo o que é prazeroso. Nem todos os casos terminam em prostração na cama. As formas leves não impedem a pessoa de trabalhar. Porém, ela vive esgotada, sem humor e acaba tendo a saúde abalada. O risco de menopausa precoce cresce 20% e aumenta o perigo de ataque cardíaco. Os deprimidos ainda estão sujeitos à degeneração das células nervosas e à perda da memória.
Não Confunda Depressão com Tristeza
Estamos tão pressionadas a buscar a felicidade que, quando alguma coisa acontece fora do planejado, esquecemos de cogitar a possibilidade de ficar triste, simplesmente. Quem acabou de ser abandonada pelo namorado pode ter, durante um tempo, sintomas muito parecidos com os da depressão: dorme mal, perde a fome e a vontade de sair de casa – o que é absolutamente normal. Mas com poucos dias começa a mesclar sinais com a rotina habitual, vai ao trabalho, encontra as amigas. Continua o baixo-astral, mas a vida segue. Na depressão, os sintomas estão presentes na maior parte do dia, por pelo menos duas semanas consecutivas.
Ficar triste de vez em quando é necessário. Por mais que a gente goste da felicidade, estranho seria levar uma bronca do chefe, brigar com a melhor amiga e continuar feliz, como se nada tivesse acontecido. Todas as emoções têm uma função. A tristeza é importante para ajudá-la a refletir sobre um problema e a encontrar um caminho para dar a volta por cima. Por mais chato que seja encarar o período nebuloso, depois dele tudo se renova.
Ter depressão não é necessariamente o desfecho de uma fase complicada. Porém perdas importantes podem, sim, desencadear o processo. O quadro não tem uma unica causa, mas está relacionado com predisposição genética e histórico de vida. Em alguns casos, é comum a paciente ter passado por uma perda importante, de trabalho, de amor ou de dinheiro, mais ou menos um ano antes de os sintomas aparecerem. Mesmo assim, não é necessário ter uma situação limite para a doença surgir. Sabe-se que nesse estado há a carência de neurotransmissores como serotonina e dopamina, responsaveis pela sensação de bem-estar. Mas o que acontece exatamente dentro do cérebro da mulher deprimida ainda é objeto de estudo.
O diagnóstico preciso de depressão só pode ser feito por um médico, um psiquiatra ou um psicoterapeuta. O primeiro passo é descartar doenças fisicas, como anemia e hipotiroidismo, que têm sintomas semelhantes.
De onde vem tanta tristeza?
A depressão não decorre apenas da queda nas taxas de serotonina. "O problema é mais complexo e se origina nas células nervosas, que perdem a capacidade de sintetizar as proteínas necessárias à comunicação entre elas", diz o psiquiatra Renério Fráguas. Por que isso acontece? Provavelmente por causa da predisposição genética: algumas pessoas nascem com a tendência. Filhos de depressivos têm três vezes mais probabilidade de apresentar o quadro. Alguns fatores servem de gatilho: stress físico e psicológico, oscilações hormonais (por isso a depressão é comum no pós-parto), doenças (em especial as da tireóide), remédios de uso contínuo (certas pílulas para emagrecer e tranqüilizantes do tipo benzodiazepínicos), além das drogas (álcool, cocaína e anfetaminas). Portanto, o médico tem que investigar as hipóteses. "No caso do stress, não é o fato em si, como um divórcio, que faz a diferença, mas o significado que se atribui a ele", diz o professor Mario De Marco. Uma das maneiras de prevenir o estado depressivo ou abortá-lo é localizar as fontes de stress e administrá-las melhor. Se for impossível, é preciso tentar alterar a maneira como se reage fisiológica e emocionalmente ao fato. Vale investir em algo que descarregue as tensões e traga prazer.
Socorro rápido
Procure o médico se, além do mau humor, quatro dos sintomas abaixo persistirem por mais de duas semanas:
- Alteração dos hábitos de sono
- Pessimismo e sensação de ruína ou culpa
- Tristeza profunda
- Dificuldades de raciocínio e concentração
- Mudanças no apetite (aumento ou falta)
- Pensamentos freqüentes de morte e de suicídio
- Isolamento
- Dores musculares crônicas e incapacitantes
- Fadiga constante
- Desinteresse por atividades antes prazerosas
- Irritabilidade
- Perda de desejo sexual


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